terça-feira, 23 de junho de 2015

Spotify



        A minha terceira e não menos importante memória de Goiânia é musical. Confesso, caros leitores, que era meio preconceituosa. Acho que a música diz tanto sobre as pessoas e, como certos ritmos nunca ganharam o meu coração, acabei adquirindo uma resistência até com seus apreciadores.

       Mas a vida de Agência não permite melindres. Passamos a conviver com gente tão diferente e é inevitável que role um intercâmbio rítmico entre um job e outro.
Também não é tudo que passa a tocar no fone, o crivo ainda existe, mas a gente dá uma relaxada e passa até a enxergar poesia onde julgava existir só tranqueira.

     Agora, sem nenhuma vergonha, na barrinha de quem me segue no Spotify pode aparecer um “Ametista está escutando Henrique & Juliano”. Eles mesmos, do mêlo chiclete “de copo sempre cheio e coração vazio”. Essa é a ruim, só pra constar: se quer apreciar o âmago do sertanejo universitário escute “Eu me enrosquei de novo” ou “Céu particular” dos moços e tenha a sensação de sexta-feira e cerveja gelada mesmo numa terça tumultuada de trabalho.

       A lista é gigante. No play tem Wesley Safadão e Simone & Simaria (apresentadas pelo meu atendimento Iago) dividindo espaço com Chico Buarque e Pearl Jam que eu sempre adorei escutar. Outro dia ouvi até Luan Santana, mas era um momento súbito de loucura e já recuperei a lucidez.


     Tenho preferido assim, mais diversidade na vida e também no play. Aconselho que você aí também dê uma chance pros Henriques e Julianos, Wesleys e afins. Pode ser bem divertido.


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